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sexta-feira, 14 de junho de 2019

Hike & Fly João Neiva - Sucesso!

Hoje (6a) saí cedo de casa para mais um dia de aventura. Uber 5h da manhã para a rodoviária de Vitória, ônibus Águia Branca para João Neiva 5h40 da manhã e cheguei a João Neiva às 8h da manhã.
Dei muita sorte de sair da Grande Vitória antes da prezepada de "greve" que se anunciou e que na verdade não passou de uma meia dúzia de pessoas sem o que fazer agitando e bagunçando a ordem social.

Iniciei a caminhada para o acesso à montanha, Serra Negra, atravessando uma parte da cidade. Perdi uns caminhos e acabei tendo uma orientação final de um senhor muito prestativo que me encaminhou pessoalmente até o início da estrada de chão que chega na casa do senhor Zé Bezerra.




Na chegada à casa do seu Zé tem uma dezena de cachorros (kkkkk)... latiram... latiram... correram... e no final acabamos nos entendendo. Encontrei o seu Zé no meio da plantação de cacau, onde batemos um papo animado e dei umas boas risadas. Mas tinha uma subida pesada me esperando, agradeci a gentileza e me despedi.
Brincando com os cachorros, dois deles acabaram se animando e foram comigo até o topo da montanha. Inclusive numa bifurcação sem orientação fui salvo por um deles, que inexplicavelmente parou no trevo e esperou. Ao me avistar após uma curva, esperou que me aproximasse e seguiu indicando o caminho a seguir. Foi muito maluco!
O caminho para o topo da Serra Negra, onde há um cruzeiro muito legal, possui várias belas capelinhas e é um circuito movimentado de procissões religiosas.








A estrada é bem cuidada e grande parte do trajeto é feita sob sombra da mata local. As inclinações são bem puxadas em alguns pontos e exigem um pouco de preparo para uma subida mais aguerrida.
Eu subi com minha mochila padrão e equipamentos básicos, carregando apenas 2 gatorates extras, e minha carga era de meros 8kg, muito confortável para a caminhada toda.
Como tinha pego as dicas da área de decolagem meio às pressas com um amigo, acabei subindo a montanha toda e procurando a área de decolagem sem sucesso. Entrei numa mata fechada no topo e vasculhei... nada. Consegui ligar para meu amigo novamente e ele me deu as dicas finais.

Eu tinha passado bastante do ponto de decolagem e tive que descer o equivalente a uns 100m de altitude. Ainda não estou certo se decolei da área recomendada, mas para mim deu tudo certo. Infelizmente a área era bem irregular e coberta de pasto muito alto. O vento não entrava direto na área em que abri a vela e tive que aguardar uns alinhamentos mais definidos e queimar umas três tentativas até conseguir sair. Não foi uma saída linda... mas entrei em voo em segurança.



Assim que decolei já fui para o paredão à direita para surfar e ganhar altura até pegar um primeiro ciclo. Deu tudo certo.



O visual do voo é simplesmente impressionante... espetacular!!! Fiquei enrolando, brincando na primeira termal e avaliando as possibilidades de saída para sul e também para oeste, sentido Colatina, Baixo Guandu e tal.
Tirei para uma bela encosta de pedra atrás de Ibiraçu. Fiquei baixo mas as paredes estão lá justamente para isto... hehehehehe. Colei e voltei pra base. Subida linda! Subir jogando com o vento, com a termal e com o relevo é muito bacana e diferente.


Tirei para Fundão e, no meio do caminho, fiquei avistando o pesqueiro onde sempre vou pescar com meus filhos, próximo a Pedro Palácios. Existem umas montanhas muito legais antes e depois do vale onde fica o pesqueiro. Não deu outra, fui explorar as montanhas. Mudei a rota e voei a contra vento mesmo, indo explorar as montanhas. INCRÍVEL!





Me diverti bastante, explorei a cordilheira após o pesqueiro toda e fiquei surfando a base das nuvens. Nessa eu animei a pular para uma próxima cadeia de pequenas montanhas sentido litoral, indo rumo a Nova Almeida. Cheguei a decidir tentar pousar na praia, mas a uns 10km de Nova Almeida o céu completamente azul me alertou para a grande chance de ficar no meio do caminho.

Voltei para o modo padrão e alinhei para o Mestre Álvaro, que era o meu GoTo na decolagem. Cheguei baixo numa cordilheira em frente à PRF, mas voando por dentro, dei outra surfada nos paredões de pedra e consegui ganhar mais uma bela termal. Infelizmente já havia entrado na CTR do aeroporto de Vitória e achei prudente não ganhar muito mais altura e apenas o suficiente para pousar num bom lugar na cidade da Serra.

Aproximando da BR101, avistei um belo campo de futebol e optei por pousar por ali mesmo, no campo do MEC, em Serra Sede. 




Missão do dia CUMPRIDA!
Depois de 3h de um voo muito diferente e divertido, foi só chamar um UBER e voltar para casa.




sábado, 4 de novembro de 2017

LittleCloud - Modos de Usar

Confira em nosso infográfico os usos mais adequados e possíveis de nossos parapentes e descubra o que nossa família de produtos pode fazer com você. Permita-se o novo!!!


quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Pilotando Mini Velas - Spiruline

Acredito que ainda exista muitas dúvidas, curiosidades e cismas quando se escuta falar da marca LittleCloud. Vamos nos divertir com este vídeo em que podemos conferir a versatilidade e prazer inclusos no pacote deste conceito nas mãos do expert Jean Baptiste Chandelier e nosso designer Tom.
Atualmente a LittleCloud também oferece parapentes para XC mais sério e também competições na categoria Serial (EN-D).

Divirtam-se:

domingo, 2 de julho de 2017

CB e LittleCloud - Nova Parceria

Olá amigos alados e simpatizantes!!!
Como alguns já suspeitavam e outros já sabem, acabo de fechar uma parceria com um novo fabricante de equipamentos para voo livre. Trata-se da LittleCloud, uma empresa francesa totalmente concebida com foco na diversão nas montanhas.

A LittleCloud é baseada na cidade francesa de Briançon-FRA e foi criada pelo engenheiro mecânico Thomas Bourdeau (Tom). Tom fez seu curso de parapente com Robbie Withall (sim, a lenda) e logo no início o espírito de engenheiro foi se manifestando e ele criou seu próprio 1o parapente logo após a conclusão de seu curso. A LittleCloud nasceu em 2008 e seu foco inicial foram as mini-wings, parapentes adequados à altura das montanhas e também à condição de vento local na qual os pilotos constantemente se aventuravam na região dos alpes. As mini-wings não eram apenas mini-wings, na verdade Tom estava, com elas, materizalizando seu pensamento de entregar aos pilotos produtos com segurança e diversão adequados às montanhas e condições locais.
O tempo passou, a LittleCloud foi criando mercado e ganhado espaço na europa. Ela foi a precursora das mini-wings no paragliding e graças ao sucesso de seus produtos e à sua identidade diferenciada a marca acabou percebendo que poderia levar o conceito de diversão com segurança para o mercado mais tradicional do paragliding. Foi quando Tom decidiu começar a projetar parapentes mais voltados para os voos térmicos locais, hike and fly (longos), cross-country (XC) e agora em 2017 uma vela para XC mais sérios e competições race. Na sequência das velas a LittleCloud também desenvolveu uma selete carenada de baixo peso voltada para o hike and fly, XC mais sério e competições race, a GrassHopper.



Com esssa nova linha projetada, o portifólio de produtos da LittleCloud se encontra hoje completo e com uma gama de produtos que atende todas as necessidades para qualquer abordagem do voo livre nas montanhas:

PARAPENTES
   Speed Fly, Free Fly, Soaring, Voos Locais, Voos Duplos, Hike and Fly, XCountry e Competições

SELETES
   Reversível e Carenada leve

Estive em Briançon-FRA e passei uma semana conhecendo toda a filosofia por trás da marca LittleCloud e também experimentando toda a gama de produtos. Tom é um cara que sabe o que está fazendo, tem suas convicções e não está muito preocupado em seguir as tendências de mercado e sim em desenvolver produtos que levem sua filosofia aos pilotos e com uma grande margem de segurança e diversão em primeiro lugar. Me identifiquei muito com a filosofia da marca e com a abordagem adotada por Tom para seus produtos.

Bem, além de estar voando a marca no Brasil, gostaria também de divulgar que assumi a distribuição dos produtos LittleCloud para o Brasil. Estou finalizando a política de trabalho e em breve divulgarei detalhes comerciais para o mercado brasileiro.

Só posso adiantar que não estou trazendo mais do mesmo para o Brasil e, consequentemente, também terei políticas comerciais completamente diferentes e independentes.

Aguardem!!!

quarta-feira, 31 de maio de 2017

Alfredo - Pousos em encostas



Sabadão foi dia de muito voo e treino de pousos em encostas na região da rampa de Cachoeira Alta, Alfredo Chaves. Me diverti muito e treinei muito. Comecei a voar antes das 10h e já fui treinando segurar nas bolhas fraquinas, escorar ao máximo nas paredes, usar bem o relevo a baixa altura e ficar agarrado para não pousar. Tenho feito descobertas interessantes nestes treinos e isto tem levado meu voo para outro nível.



Claro que não recomendo este tipo de treino para pilotos menos experimentados. É uma abordagem um pouco mais radical, mais ligada à base da origem do voo de parapente nas descidas de montanhas que os pioneiros experimentaram... mas tenho que reconhecer que leva o feeling e toda a abordagem do voo para outro patamar. Tudo muda.


Nas fotos abaixo, dois pousos em encostas. Na 1a foto, uma encosta que ainda não havia experimentado. Vale lembrar que sempre que se pousa numa encosta é necessário avaliar previamente se haverá possibilidade de se decolar do mesmo ponto ou se será necessário fazer algum deslocamento. Tenho priorizado pousos em locais de onde se pode decolar sem qualquer deslocamento.




Depois de uns 5 pousos e novas decolagens, o melhor horário do dia chegou e a condição arredondou lindamente. Então, para coroar o dia, decolei das antenas e fui pra base para tomar um banho de nuvem. Foi um espetáculo... voo muito bom e visual de encher os olhos e a mente. 




Finalizei com mais um pouso na rampa e parti para Castelo para aproveitar o domingo experimentando outra rampa e ir afinando a mente para decolagens seguindas em locais completamente diferentes.